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sábado, 28 de maio de 2011

Friedrich Engels - Do socialismo utópico ao socialismo científico

Em 1875, Eugênio Dühring, professor da Universidade de Berlim, publicou um livro que daria conta de uma teoria socialista e de um plano de reorganização da sociedade. Uma tentativa de chamar a seu redor setores do movimento operário para enfraquecimento do Partido Socialista da Alemanha, que vinha se tornando uma potência. Engels escreveu uma série de artigos com severas críticas às pretensões reacionárias desse escritor, reunindo-os em um livro sob o título "A subversão da Ciência pelo senhor Eugênio Dühring", publicado em 1878, que passou a ser conhecido como Anti Dühring. Em 1880, Engels destacou três capítulos desse livro para ser publicado em um folheto sob o título "Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico".


Friedrich Engels - O anti-Düringh

O marxismo é um conjunto de idéias filosófico-ideológicas, com traços de economia. Procura explicar a estrutura e funcionamento do sistema capitalista e avaliar caminhos para a superação de suas deficiências. Suas concepções básicas foram assimiladas, aceitas e seguidas por mais da metade da população do globo terrestre. Infelizmente as idéias de Marx transformaram-se em dogmas religiosos, mesmo quando o tempo começava a abalar seus fundamentos. Qualquer contestação às teses de Marx, Lenin, Stalin, Mao e tantos outros geravam, para autor da crítica, acusações de "reacionário", "porco revisionista", "burguês explorador", "pequeno-burguês egoísta". Os defensores do ideário capitalista também criaram uma religião, ainda mais severa e intolerante. Os marxistas, socialistas, anarquistas, toda a esquerda enfi eram acusados de "criminosos", "comedores de criancinhas", "vermelhos adepto do demônio", "risco para a juventude, a família e a religião cristã". Repentinamente caiu o Muro de Berlim. Aliás não caiu, porque bem construíd mas foi derrubado, tijolo por tijolo, pedra por pedra. A derrubada foi feita pelos qu não mais suportavam o autoritarismo burocrático-religioso e, há anos, vinham sonhando com a liberdade que, apesar de tudo, ainda não é plena. Hoje se pode conhecer as afirmações marxistas, não como dogmas, mas com um conhecimento que é herdeiro da antigüidade clássica (Grécia, Roma), do Oriente antigo, da Filosofia alemã e francesa, da Economia inglesa. Suas análise são de uma lógica rigorosa, a análise das distorções do capitalismo é sugestiva intrigante.


domingo, 22 de maio de 2011

Arquivo de História Social Edgar Rodrigues - Documentos sobre Fascismo e Antifascismo no Brasil

Documentos do Arquivo de História Social Edgar Rodrigues sobre o fascismo e o anti-fascismo no Brasil.


Arquivo de História Social Edgar Rodrigues - Pensadores anarquistas e militantes libertários

—GODWIN, William

—PROUDHON,Pierre-Joseph

—BAKUNIN, Mikhail
—STIRNER, Max
—TOLSTOI, Liev
—KROPOTKIN, Piotr
—VASCO, Neno
—MALATESTA, Errico
—PARSONS, Lucy
—GOLDMAN, Emma
—CLEYRE, Voltairine de
—READ, Herbert
—MOURA, Maria Lacerda
—MONTSENY, Federica
—BOOKCHIN, Murray
—CHOMSKY, Noam


Jorge E. Silva (org.) - Edgar Rodrigues, um pesquisador do movimento operário


      Pesquisador de história social, escritor e historiador autodidata, nascido no norte de Portugal em 1921, naturalizado brasileiro.
          Filho de um militante anarco-sindicalista português do Sindicato da Construção Civil filiado à CGT, participou da luta contra a ditadura salazarista, tendo-se exilado no Brasil em 1951. No Rio de Janeiro relacionou-se com os velhos militantes anarquistas, entre os quais José Oiticica e Edgard Leuenroth, participando das atividades do movimento e colaborando regularmente na imprensa libertária. Seus primeiros livros: Na Inquisição de Salazar (Rio de Janeiro, 1957) e A Fome em Portugal (Rio de Janeiro, 1958) foram de denúncia da ditadura portuguesa, o que lhe valeu integerar a lista dos autores proibidos em Portugal, país onde só pode voltar após a derrubada do sistema autoritário em 1974.
          Em 1969, foi um dos presos e indiciados durante a repressão desencadeada pela ditadura militar contra os anarquistas do Centro de Estudos José Oiticica do Rio de Janeiro.
          A pedido de publicações libertárias do Uruguai, começou a pesquisar a história do movimento operário e das lutas sociais no Brasil, escrevendo dezenas de artigos e livros sobre o assunto. Seus livros Socialismo e Sindicalismo no Brasil (Rio de Janeiro: Laemmert, 1969); Nacionalismo e Cultura Social (Rio de Janeiro: Laemmert,1972); Novos Rumos (Rio de Janeiro: Mundo Livre, 1972) e Alvorada Operária (Rio de Janeiro: Mundo Livre, 1979) são uma das principais fontes documentais para a história do movimento operário e anarquista brasileiro. É também o autor de quatro volumes sobre a história do movimento operário e do anarquismo em Portugal. Seus trabalhos são um manancial de informação para os pesquisadores da história social do Brasil e de Portugal, podendo-se afirmar que foi um precursor do estudo do movimento operário no Brasil, como foi reconhecido por historiadores como Hélio Silva, Azis Simão e Foot Hardman. No entanto, tratando-se de um pesquisador não acadêmico, é freqüente sua obra ser utilizada por investigadores universitários que sequer o referênciam como fonte, numa demonstração cabal de honestidade acadêmica .
          Nas suas atividades de pesquisa percorreu o Brasil recolhendo depoimentos de militantes e seus descendentes, coletando documentos de importantes militantes operários e ativistas anarquistas, constituindo um acervo único da história social brasileira entre 1890-1940.
          Uma de suas últimas obras é Os Companheiros, em cinco volumes, que reúne biografias de militantes anarquistas e anarco-sindicalistas que desenvolveram sua atividade no Brasil é o único dicionário biográfico do movimento operário brasileiro escrito até hoje.
          Em 1999 publicou pela Editora Insular [http://www.insular.com.br], de Florianópolis, o livro Universo Ácrata, em dois volumes, uma história do movimento libertário internacional.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Karl Marx - o 18 brumário de Luís Bonaparte


Nesse texto, Marx analisa a conjuntura política de uma formação econômico-social capitalista específica, a francesa, do período das revoluções de 1848 até o golpe de Luís Bonaparte, utilizando o instrumental teórico da ciência da história, que ele e Engels inauguraram, o “materialismo histórico”, criando, assim, a possibilidade do conhecimento científico das sociedades.
Nesse sentido, este trabalho, juntamente com “As lutas de classes na França de 1848 a 1850”, é pioneiro na análise de uma realidade concreta, dos acontecimentos e disputas políticas, do “jogo político”, a partir do ponto de vista teórico do proletariado, a partir da posição do proletariado na luta de classes, analisando os interesses econômicos das classes e das frações de classe que disputam o poder político.
Como afirma Engels, no prefácio à terceira edição alemã de “O 18 Brumário”: “Foi precisamente Marx quem primeiro descobriu a grande lei do movimento da história, a lei segundo a qual todas as lutas históricas, quer se desenvolvam no terreno político, no religioso, no filosófico ou noutro terreno ideológico qualquer, não são, na realidade, mais do que a expressão mais ou menos clara de lutas de classes sociais...”
Assim, este livro, que completa 133 anos, se inscreve no esforço teórico dos revolucionários de identificar os interesses de classe em disputa no “teatro” político. Ou seja, tentar compreender as disputas entre Partidos, tendências, personalidades políticas, burguesas e pequeno-burguesas, já com a presença do proletariado como força política autônoma. Disputas que se expressam na “superfície”, no jogo das aparências, e que cumprem o papel de esconder, diluir, os reais interesses de classe. Interesses que, no fundamental, se dão na esfera “econômica”. Mas ao cumprirem esta “função”, de esconder os interesses de classe, fazem parte e interferem na conjuntura, no desenvolvimento da luta de classes e, no fundamental, a serviço dos objetivos das classes dominantes exploradoras.
Estas manifestações e representações políticas das classes, frações de classe e os indivíduos (enquanto membros de determinada classe) têm como base a produção, as relações de produção, que são relações de exploração, de luta de classes de uma determinada sociedade, nesse caso, capitalista. Tenham elas consciência ou não deste papel ideológico e político que cumprem.
Um outro aspecto a ser destacado no “18 Brumário”, que revela a profundidade do compromisso de Marx com os interesses estratégicos do proletariado, fica evidente quando ele vislumbra na insurreição proletária de junho de 1848, “sufocada e derrotada”, o “... ponto de partida revolucionário, isto é, a situação, as relações, as condições sem as quais a revolução moderna não adquire um caráter sério.”
Vislumbra e aponta o início da época das revoluções proletárias, mesmo analisando que “escarnecem com impiedosa consciência as deficiências, fraquezas e misérias dos seus primeiros esforços”. Eis o Marx científico e revolucionário, a analisar a conjuntura, em determinado momento histórico, em uma determinda correlação de forças, em determinado estágio da luta de classes, com o objetivo de enriquecer e desenvolver a teoria do proletariado, que se desenvolvia e amadurecia neste período (da experiência do proletariado nas jornadas de junho de 1848 e em todo o processo até o golpe de dezembro de 1851), como arma transformadora da realidade.
Procuramos organizar a leitura, estudo e discussão do livro “O 18 Brumário” para avançar na assimilação do método de análise de Marx, da teoria marxista, do materialismo dialético e do materialismo histórico, a fim de compreender a atual conjuntura mundial e, principalmente, a brasileira. Tendo como horizonte que “A filosofia marxista sustenta que a questão mais importante não é compreender as leis do mundo objetivo e poder, por isso, explicá-lo, mas sim utilizar o conhecimento dessas leis para transformar ativamente o mundo. (Sobre a prática – Mao Tsetung). E mais: “De onde provêm as idéias corretas? Caem do ceú? Não. São inatas dos cérebros? Não. Só podem se originar da prática social; das três classes de prática: a luta pela produção, a luta de classes e as experiências científicas da sociedade. A existência social dos homens determina seus pensamentos. Uma vez dominadas pelas massas, as idéias corretas, característica da classe avançada, se converterão numa forma material para transformar a sociedade e o mundo”. (De onde provêm as idéias corretas? – Mao Tsetung).


domingo, 8 de maio de 2011

Tiago Vieira - Descaminhos da identidade Punk

Este trabalho parte de uma indagação corriqueira e banal sobre onde surgiu o primeiro grupo de punks no Brasil. No âmago de tal indagação vislumbrar-se um problema da ordem de identidades, incidindo na indagação do que constitui o indivíduo enquanto punk. A fim de trazer luz a estas indagações, percorreu-se o caminho traçado por quem vislumbra o que é ser punk, pela ótica externa ao grupo, atentando-se para as distinções das imagens feitas do que em tese “forma” o punk. Nesse sentido este texto expõe duas representações distintas: De um lado o viés jornalístico pauta-se numa necessidade da assimilação de “bens culturais” – que estão relacionados ao estilo punk, elementos musicais e visuais –; por outro lado encontra-se grande parte dos trabalhos produzidos no bojo das ciências humanas após 1980, que versa que o indivíduo punk constitui-se através da vivência em grupo, sendo que cada grupo possui vivências distintas, marcadas pela sua trajetória particular.


Friedrich Engels - Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem

Engels discorre sobre ´O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem´, percorrendo um caminho pioneiro nas investigações científicas voltadas para o entendimento dos fenômenos sociais e naturais, mantendo aquele rigor e efervescência intelectual que o situam entre um dos maiores pensadores que a humanidade já produziu. Assim, por exemplo, o reconhecimento de que a transição para a humanidade foi obtida, mediante a complexidade crescente nas formas de organização social e no domínio progressivo exercido sobre a Natureza, leva a marca do seu pensamento desbravador pois, com agudo senso ecológico, observa que a cada intervenção humana corresponde uma reação da Natureza.


sábado, 7 de maio de 2011

Karl Marx - A guerra civil na França

"A Guerra Civil na França" foi originalmente publicado por Marx somente como terceiro discurso ao Conselho Geral da Internacional, separado em quatro capítulos. Em 1891, no vigésimo aniversário da Comuna de Paris, Friedrich Engels reuniu uma nova coleção de trabalhos. Engels decidiu incluir os dois primeiros discursos que Marx fez para a Internacional — provendo assim base histórica adicional à Guerra Civil por parte de Marx na Guerra Franco-Prussiana.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Diego Abad de Santillán - Organismo econômico da revolução


Com a publicação do Organismo Econômico da Revolução, pretendemos levar ao leitor brasileiro o registro de uma prática dos trabalhadores, que comprova a capacidade da mão-de-obra em gerir a produção e a vida social;

O plano/experiência contido neste livro foi posto em prática durante quase três anos numa experiência sem paralelo com nenhuma revolução social até nossos dias;
Ele confere à Guerra Civil Espenhola não simplesmente o estatuto de uma guerra civil de facções em luta, mas, sim de uma revolução social, onde camponeses e operários, na sua maioria semi-alfabetizados, tomaram a palavra ocupando os locais de trabalho e instituindo um sistema de planejamento da base para o topo, com funções e delegações rotativas de poder.
Especialmente na Catalunha, formando comissões de fábricas locais, entrecruzadas com as comições de Ramos Industriais, e, por sua vez articuladas com as Comissões Regionais, base das "Comissões Centrais do Plano", constituindo assim o "ORGANISMO ECONOMICO DA REVOLUÇÃO".


Zuza Homem de Melo - A era dos festivais


Realizado em 1960, o 1.Festival da Record assinalou o início de um dos períodos mais criativos da Música Popular Brasileira e que seria conhecido na crônica musical como “A era dos festivais”. Foi nessa época em que a bossa nova convivia com o samba e o iê-iê-iê, a Tropicália se afirmava ao lado da canção de protesto, que surgiram os talentos de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, os Mutantes e dezenas de outros cantores e compositores. Neste livro, Zuza Homem de Mello, testemunha ocular do que se passava nos palcos, bastidores e coxias, narra a história desses anos incríveis em que não apenas a música, mas toda a cultura brasileira passava por transformações


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George Woodcock - História das idéias e movimentos Anarquistas 1 e 2



Este é um dos livros mais completos e esclarecedores sobre as origens e a história do movimento Anarquista através dos tempos. Uma obra fundamental para o conhecimento profundo da doutrina Anarquista, desde seu nascimento até sua expressão como movimento, expondo o pensamento de seus principais teóricos como Proudhon, Bakunin, Kropotkin, Godwin, Stirner, Tolstoi e tantos outros.


A partir do momento em que Proudhon bradou que “A propriedade é um roubo!” foram estabelecidos os fundamentos doutrinários para a criação de sistemas antigovernamentais, substituindo o Estado autoritário por um tipo de cooperação não-governamental entre indivíduos livres.


“Todo aquele que contesta a autoridade e luta contra ela é Anarquista”, diz Sebastien Faure. A definição é tentadora em sua simplicidade, mas é justamente dessa simplicidade que devemos nos precaver ao escrever uma história do Anarquismo. Poucas doutrinas ou movimentos foram tão mal-entendidos pela opinião pública e poucos deram tantos motivos para confusão.

É por isso que, antes de traçar a evolução histórica do Anarquismo, como teoria e movimento este livro começa com uma definição: o que é o Anarquismo? O que não é? Estas são as questões que devemos examinar em primeiro lugar.




Marshal Berman - Tudo que é sólido desmancha no ar


Ensaio histórico e literário, este livro de Marshall Berman é uma aventura intelectual. Visão dos tempos modernos, investigação do espírito da sociedade e da cultura dos séculos XIX e XX. Berman não hesita diante do desafio de lidar com as mais diversas áreas do saber – crítica literária, ciência econômica e política, arquitetura, urbanismo e estética. ‘Tudo que é sólido desmancha no ar’ constitui uma instigante sucessão de leituras originais e reveladoras de autores e suas épocas, a começar pelo ‘Fausto’ de Goethe, passando pelo Manifesto de Marx e Engels, pelos poemas em prosa de Baudelaire, pela ficção de Dostoiévski, até as vanguardas artísticas contemporâneas


Christopher Hill - O mundo de ponta-cabeça


Dentro da revolução inglesa do século XVII, que resultou no triunfo da ética protestante — a ideologia da classe proprietária — houve a ameaça de uma outra revolução, completamente diferente. Seu sucesso poderia ter estabelecido a propriedade comunal e uma democracia mais ampla, poderia ter derrubado a Igreja estatal e rejeitado a ética protestante.
Os grupos radicais que apresentaram essas propostas — diggers, ranters, levellers, quacres e outros — eramformados por homens e mulheres pobres, sem sofisticação ou educação, e, talvez por isso, raramente suas opiniões foram consideradas a sério. Porém muitas de suas exigências, tradicionalmente descartadas como fantasias impraticáveis, aproximam-se do radicalismo de nosso próprio tempo.
O Mundo de Ponta-Cabeça é um retrato não da evolução burguesa que ocorreu na Inglaterra do século XVII, mas sim dos impulsos para uma radical reviravolta da sociedade, violentamente desejada e temida.


Jacques Soustelle - A civilização Asteca


América pré-colombiana tem sido o tema que mais demonstro entusiasmo dentro da história, seja pelos Astecas, Maias ou Incas. Esse livro, como o título sugere, descreve as características básicas dos Astecas, sendo assim, não é um livro para pesquisas aprofundadas.
O livro é basicamente um resumo dessa civilização que ocupou boa parte do território mexicano. A divisão dos capítulos é um tanto simplória, classificados por temas específicos, como sociedade, governo e religião. O livro em si não segue uma linha cronológica, com exceção do primeiro capítulo, que redige como sucedeu a origem dessa civilização.
Muitos povos são citados, como os Olmecas e Toltecas e os chamados pós-toltecas, e desse ultimo, só alguns são necessários ser citados para o entendimento deste livro. Após uma guerra entre o estado de Texcoco, tendo Tenochtitlán como seu aliado, contra Azcapotzalco, no qual resultou na vitória dos dois estados aliados. A partir de então, formavam a Tríplice aliança, constituída por Tenochtitlán, Texcoco e por uma cidade pertecente a tribo de Azcapotzalco, Tlacopan. A tríplice aliança tornou-se o conhecido império asteca.
A sociedade era formada por algumas classes: povo (cidadãos normais), escravos (normalmente prisioneiros de guerra e usados como sacrifícios), artesãos, negociantes, dignitários e os sarcedotes, sendo que esses dois últimos eram considerados as classes dominantes. A aritmética asteca foi menos desenvolvida em comparação com os Maias, mas não menos importante. A data de nascimento de cada pessoa afirmaria qual profissão ela seguiria.
Assim como muitos povos antigos, faziam tributos aos seus deuses, de acordo com sua capacidade de produção, fauna e flora. Como foi citado antes, muitas vezes utilizavam escravos para sacrifícios humanos, e o guerreiro que conseguisse um número maior de escravos dos povos vizinhos era tratado com um respeito maior aos demais. Homens e mulheres com caráter jovial também eram utilizados para esses tipos de sacrifício.
Embora a arquitetura asteca fosse destruída em 1520, com a chegada dos espanhóis, pode-se ter uma idéia de como se era formada através de pinturas da época. A escultura, música e literatura merecem destaque, sendo basicamente representações religiosas.
O ultimo capítulo do livro conta de forma resumida como sucedeu a conquista desse povo, considerando como um dos fatores principais a sorte que Cortez teve em chegar ao solo mexicano no período em que, segundo a crença da religião asteca, o deus Quetzalcóatl retornaria, além dos equipamentos de guerra.
Muitos historiadores vão ter certo receio ao ler esse livro, pois não apresenta nota de rodapé, embora o autor faça uma lista de bibliografia no final. Acho relevante que o autor cita um manuscrito histórico asteca, o que poderia valorizar o conteúdo apresentado. A bibliografia é pouca, mas valiosa, além do autor respeitado quando trata-se de temas relacionados aos povos da América Latina. - Resenha por Juan Filipi Garces


Hannah Arendt - Origens do totalitarismo

“Neste livro, concebido na década de 40 e publicado em 1951, Hannah Arendt realça a singularidade do totalitarismo, como uma nova forma de governo baseada na organização burocrática de massas e apoiada no emprego do terror e da ideologia. Sublinha como a ubiqüidade do medo e a descartabilidade generalizada das pessoas, que permitiu, com o nazismo na Alemanha e o stalinismo na URSS, a dominação total, não é um despotismo oriental – sempre visto pela teoria política clássica e moderna como algo que se origina de fora -, mas sim a inesperada terrível outra face da modernidade ocidental, que também ensejou a democracia, a prosperidade econômica e os direitos humanos. A incisiva e inesgotável sugestividade do abrangente pensamento de Hannah Arendt torna este livro – um marco da sua obra, que vem, com os anos, alcançando repercussão crescente – ponto de referência indispensável para a reflexão político-filosófica no mundo contemporâneo.” Celso Lafe


Rudolf Rocker - Os sovietes traídos pelos bolcheviques

Rocker é um dos grandes historiadores do movimento anarquista. Íntegro e coerente com suas ideias, fez uma análise bastante imparcial da revolução russa, e apontou, já em 1921, sem medo, os erros fatais cometidos pelos bolcheviques. E muito antes das atrocidades de Stalin, concluiu profeticamente: "A que abismo a política de Lênin e de seus camaradas conduzirá a Rússia?". Historiador da Idade Média e da Revolução Francesa, escreveu Os sovietes traídos pelos bolcheviques com base em relatos de anarquistas soviéticos que se exilaram na Europa ocidental. Mas ao invés de se prestar como mero relato, a obra tem a capacidade de apresentar as diferenças entre o bolchevismo e o anarquismo e também as causas da derrocada dos ideais revolucionários na Rússia.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Claude Lévi-Strauss - Mito e significado

Pelo estudo sucessivo das cosmologias e cosmogonias, este livro procura abordar algumas questões fundamentais: relação entre problemática individual e coacção social, entre lógica social e ideologia, entre ideologia e violência.




Eduardo Galeano - As veias abertas da América Latina

O autor neste livro quebra a cronologia linear da historiografia oficial para desnudar o saque ao continente que persiste desde o descobrimento. Analisando os mecanismos de poder, os modos de produção e os sistemas de expropriação, Eduardo Galeano reescreve a história da América Latina e expõe os quinhentos anos de exploração econômica e miséria social.


Emma Goldman - O indivíduo, a sociedade e o Estado & outros ensaios

Emma Goldman é uma das mais importantes anarquistas americanas. De origem russa, emigra para os EUA, onde toma conhecimento dos movimentos anarquistas. Logo torna-se uma das grandes responsáveis pela difusão das ideias libertárias nos EUA, onde é considerada fundadora do anarco-feminismo. É uma das poucas vozes femininas atuantes no movimento. Luta principalmente contra o nacionalismo liberal e contra o militarismo [A preparação militar nos conduz direto ao massacre universal] e, em tom profético, discorre sobre a indústria bélica e seu domínio sobre o estado [O patriotismo, uma ameaça à liberdade]. Conhecida pela direita americana como Emma "a vermelha", é deportada para a Rússia em 1919. Participa da revolução ao lado de Kropotkin e, após a morte deste, se desilude completamente com o destino autoritário que tomou o país [O comunismo não existe na Rússia]. Para quem pensa que não houve movimentos de esquerda nos EUA ou acha que a revolução russa foi uma ruptura com a ordem capitalista, os artigos de Emma demonstram que a realidade é sutil, depende basicamente do indivíduo e, principalmente, da capacidade deste de resistir ao controle de qualquer natureza.